Mercado de soja segue atento com as chuvas na Argentina
O mercado seguirá atento em relação à evolução da safra argentina, onde as projeções indicam perdas.
Os contratos negociados com soja na Bolsa de Chicago (CBOT), iniciaram a manhã de terça-feira, 24/01, em alta de 8 cents, a U$ 14,99/março, buscando recuperar-se das perdas ao redor de 15 pontos apuradas na sessão de ontem.
Segundo o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR, os ganhos são limitados por melhores chuvas em áreas de cultivo da Argentina, bem como pela lentidão das compras por parte da China, que vive a semana de virada do ano lunar. O mercado seguirá atento em relação à evolução da safra argentina, onde as projeções indicam perdas, até aqui, de pelo 10,0MT, mas que podem ser estancadas caso as chuvas voltem a ter certa regularidade.
De acordo com Motter, em relação à demanda, os participantes estão focados na China. Depois das importações recordes da temporada 2020/21, com 99,7MT, a China teve certa perda de ritmo. Na última temporada, de acordo com levantamento do USDA, as importações somaram 91,6MT e, para 2022/23, a estimativa gira em torno de 98,0MT.
O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,81MT de soja na última semana. Na temporada, os despachos chegam a 34,1MT, ante 35,0MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
As exportações brasileiras de soja, somam até aqui, neste mês de janeiro, 0,57MT, aponta a SECEX. No acumulado da temporada, que se encerra neste final de mês, o volume alcança 77,8MT. Na última estação, o total exportado chegou a 88,5MT.
O analista destaca que, no mercado doméstico, as indicações de compra seguem sob pressão neste início de semana. Apesar da chegada da nova safra, que tem entre 2% e 3% já colhida, o interesse de venda é restrito. Os produtores se mantêm cautelosos, na expectativa de preços mais atrativos. Prêmios no spot são indicados na faixa de 60/80 e, para fevereiro, entre 45/65.
