Milho sobe com atenção ao USDA e às geadas no Sul
Boletim da Granoeste Corretora destaca alta nos contratos do milho e preocupação com clima no Sul do Brasil.
O mercado do milho iniciou a semana em alta nos mercados internacionais e domésticos, em meio à expectativa pela divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e às preocupações com os impactos das geadas nas lavouras brasileiras. As informações foram divulgadas em boletim da Granoeste Corretora.
Na Bolsa de Chicago, o contrato julho era negociado na manhã desta segunda-feira a US$ 4,74 por bushel, avanço de cerca de 3 centavos. Apesar da recuperação, os preços acumularam queda próxima de 2% na última semana.
Na B3, os contratos também apresentaram leve valorização. O vencimento maio operava em R$ 66,15 por saca, acima do fechamento anterior de R$ 66,01. Já o contrato julho era negociado a R$ 67,90, frente aos R$ 67,59 registrados anteriormente.
Segundo a Granoeste Corretora, o mercado está fortemente posicionado para o relatório do USDA, que será divulgado nesta terça-feira e trará as primeiras estimativas mais detalhadas para a safra 2026/27 dos Estados Unidos.
Mercado acompanha projeções globais
Analistas consultados pelo mercado projetam produção norte-americana de milho em 405 milhões de toneladas para a temporada 2026/27, abaixo das 432,3 milhões de toneladas colhidas em 2025/26.
Os estoques finais dos Estados Unidos também devem recuar, passando de 54 milhões de toneladas previstos para o encerramento da atual temporada para 49,8 milhões na próxima safra.
No cenário global, os estoques mundiais de milho para 2026/27 são estimados em 286,7 milhões de toneladas, abaixo das 296,5 milhões previstas para a temporada atual.
Brasil monitora geadas e andamento da colheita
No Brasil, a colheita do milho de verão atingiu 85,3% da área cultivada, segundo levantamento da Safras Mercado. O percentual está abaixo dos 92,7% registrados no mesmo período do ano passado e também da média histórica de 88%.
A produção nacional de milho é estimada em 140,1 milhões de toneladas, número levemente inferior às 141,7 milhões previstas anteriormente, mas ainda acima das 140 milhões colhidas na safra 2024/25.
O mercado doméstico também acompanha com atenção os efeitos das geadas registradas nos estados do Sul. Há preocupação principalmente com áreas produtoras do Paraná, além do possível avanço da massa de ar polar sobre Mato Grosso do Sul, o que pode afetar o desenvolvimento da segunda safra.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60 e R$ 62 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha giram entre R$ 67 e R$ 69 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes.
No mercado cambial, o dólar operava próximo de R$ 4,89, praticamente estável em relação ao fechamento anterior.
