O mês de junho será marcado por temperaturas mais elevadas do que as observadas em maio e por chuvas acima da média em algumas regiões do país. Segundo a Climatempo, apesar do avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, seus efeitos ainda serão limitados neste início de desenvolvimento. O mês também terá dois episódios de entrada de ar polar, com potencial para provocar quedas acentuadas de temperatura, principalmente na segunda quinzena.
Temperaturas acima da média em grande parte do país
A previsão indica que as temperaturas médias ficarão acima do normal em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo. Regiões do interior de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e do Nordeste podem registrar dias de calor mais intenso ao longo do mês.
Já áreas do Sul, grande parte de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul tendem a apresentar temperaturas dentro ou ligeiramente abaixo da média histórica devido à atuação de massas de ar frio e maior presença de nebulosidade.
Embora junho seja considerado um mês típico de inverno climático, o frio deve ser menos frequente que em maio. Ainda assim, duas incursões de ar polar merecem atenção: uma prevista para a virada da primeira para a segunda quinzena e outra, mais intensa, na última semana do mês.
Chuvas ganham força em áreas produtoras
As precipitações devem ficar acima da média em parte do Norte, especialmente no Amapá, Pará e oeste do Maranhão, favorecidas pela atuação da Zona de Convergência Intertropical.
No Centro-Sul do país, a passagem frequente de frentes frias e sistemas de baixa pressão deve aumentar os volumes de chuva no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira e Rio de Janeiro. O cenário pode beneficiar áreas agrícolas que enfrentam restrições de umidade, mas também exige monitoramento das operações de campo.
No Rio Grande do Sul, os volumes devem ficar próximos ou ligeiramente abaixo da média, sem repetição dos episódios extremos observados em junho de 2025.
Atenção para geadas e friagens
O risco de geadas permanece restrito e pontual ao longo do mês, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A possibilidade de geadas mais amplas aumenta na última semana de junho, quando a massa de ar frio mais intensa deve avançar sobre o país.
Também há previsão de friagens em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, especialmente no final do mês, com impacto temporário sobre as temperaturas nessas regiões.
El Niño ainda sem influência significativa
Embora o El Niño esteja em processo de formação e possa ser oficialmente reconhecido ao longo de junho, a expectativa é de que seus efeitos sobre o clima brasileiro ainda sejam discretos neste momento. Os reflexos mais relevantes do fenômeno tendem a ocorrer apenas nos próximos meses, à medida que o aquecimento do Oceano Pacífico se consolide.
Para o setor agropecuário, o cenário climático de junho combina temperaturas mais amenas, chuva mais frequente em importantes regiões produtoras e menor intensidade de frio em comparação com maio, favorecendo o andamento das atividades agrícolas em boa parte do país, mas mantendo atenção para eventos localizados de geada e excesso de umidade.