As exportações brasileiras de carne suína voltaram a registrar recorde em abril de 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 138,3 mil toneladas da proteína no período, o maior volume já registrado para meses de abril desde o início da série histórica, em 1997.
O desempenho representa crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 127,8 mil toneladas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, este foi o quinto mês consecutivo de recordes nas exportações da proteína suína brasileira.
Estratégia busca reduzir oferta interna
Segundo o Cepea, o ritmo forte das exportações reflete a estratégia adotada pelo setor nos últimos meses. Com o consumo doméstico mais enfraquecido, agentes da cadeia vêm priorizando negociações no mercado internacional como forma de reduzir a oferta interna e tentar dar sustentação aos preços no mercado brasileiro.
Apesar disso, os preços da carne suína continuaram em queda no mercado doméstico.
Estimativas do Centro de Pesquisas apontam que as exportações representaram cerca de 26% da produção nacional em abril, percentual que ainda não foi suficiente para equilibrar completamente a oferta disponível no país.
Quadrimestre também registra avanço
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 526,4 mil toneladas de carne suína, avanço de 14,4% em comparação ao mesmo período de 2025, também conforme os dados da Secex.
O desempenho mantém o setor em trajetória positiva no mercado internacional, diante da demanda aquecida pela proteína brasileira.