Milho inicia semana com leve alta e mercado cauteloso
Clima no Brasil, plantio nos EUA e cenário externo mantêm preços estáveis
O mercado do milho iniciou a semana com leves ganhos na Bolsa de Chicago, em um cenário ainda marcado por cautela e estabilidade. Segundo análise da Granoeste, o contrato maio operava próximo de US$ 4,58 por bushel, com valorização discreta após um fechamento levemente negativo no último pregão.
Na semana anterior, o mercado internacional acumulou alta moderada, refletindo a combinação de fatores como o avanço do plantio nos Estados Unidos e as incertezas geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, que seguem influenciando o comportamento das commodities agrícolas.
No Brasil, o mercado interno apresenta movimentação mais lenta, com compradores adotando postura cautelosa. A melhora das condições climáticas no Paraná, especialmente nas regiões oeste e norte, reduziu parte das preocupações com o desenvolvimento da segunda safra, após a ocorrência de chuvas recentes que aliviaram o déficit hídrico.
Brasil: clima ainda preocupa em parte das regiões
Apesar do alívio em algumas áreas, o cenário climático segue desafiador em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, onde o calor e a irregularidade das chuvas continuam preocupando produtores. Ainda assim, a expectativa é de uma safra robusta, mesmo com projeções ligeiramente inferiores às do ciclo anterior.
A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento aponta produção em torno de 138 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como um dos principais players globais do cereal.
No mercado físico, os preços seguem relativamente estáveis. No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto em Paranaguá os valores para a safrinha giram entre R$ 67,00 e R$ 69,00, dependendo das condições de negociação.
O câmbio também segue no radar, operando próximo de R$ 4,97, fator que pode influenciar a competitividade das exportações e a formação de preços no mercado interno.
Diante desse cenário, o mercado do milho permanece equilibrado no curto prazo, com atenções voltadas principalmente ao clima nas regiões produtoras e ao andamento da safra norte-americana, que devem ditar o ritmo das cotações nas próximas semanas.
