O Brasil apresentou um sistema de certificação eletrônica internacional de vinhos e bebidas capaz de reduzir de 15 a 20 dias para cerca de um dia o tempo de análise de importações classificadas como de baixo risco. A solução foi destacada durante evento da OIV e, segundo o Mapa, representa um avanço na digitalização dos controles sanitários.
De acordo com o Mapa, o Brasil é o primeiro país a desenvolver e implementar integralmente o sistema, que permite a troca automatizada de informações entre autoridades sanitárias de países exportadores e importadores. Com isso, os dados passam a ser consultados diretamente nas bases oficiais do país de origem, eliminando a necessidade de envio de documentos físicos.
A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e funciona por meio da plataforma gov.br. O objetivo é ampliar a segurança das informações, reduzir etapas burocráticas e dar mais agilidade aos processos de importação.
Integração internacional e redução de erros
Um dos exemplos apresentados foi a integração entre Brasil e Argentina, em operação desde janeiro de 2025. Nesse modelo, o sistema acessa automaticamente os dados no país de origem, realiza a análise de risco e define o canal de importação, incluindo o chamado canal verde para cargas de menor risco.
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Além de acelerar os prazos, a certificação eletrônica reduz a possibilidade de erros e inconsistências, já que as informações são obtidas diretamente das autoridades responsáveis pela emissão dos certificados.
O sistema brasileiro já vem sendo discutido em diferentes fóruns internacionais, como o Codex Alimentarius e o Mercosul. Países como Nova Zelândia, Uruguai, Chile e Portugal também avançam em processos de integração à ferramenta, ampliando o alcance da solução.
