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Brasil deve fechar ano agrícola com recorde histórico de exportação de milho

Foto do autor Camilo Motter
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Brasil deve fechar ano agrícola com recorde histórico de exportação de milho

Em relação ao relatório de estoques trimestrais norte-americanos de milho, que o USDA vai apresentar nesta sexta-feira, o mercado espera que fique no intervalo entre 33,5MT e 37,7MT

Os contratos negociados com milho em Chicago chegam ao intervalo desta manhã de quarta-feira com leves ganhos, a U$ 4,81/dezembro. Ontem, os vencimentos mais próximos fecharam com queda de 1 ponto. Na BMF, novembro opera em R$ 58,10 (+0,6%) e janeiro/24, em R$ 62,20 (+0,8%).

Em relação ao relatório de estoques trimestrais norte-americanos de milho, que o USDA vai apresentar nesta sexta-feira, o mercado espera que fique no intervalo entre 33,5MT e 37,7MT, com média de 36,3MT. No ano passado, em 1º de setembro, os estoques eram de 34,9MT. Caso venham em linha com o esperado, este será o 3º ano de estoques em alta.

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O line-up nos portos brasileiros aponta que os embarques de milho podem alcançar 9,7MT neste mês de setembro. Para outubro, o volume pode alcançar 7,5MT. Até o último fim de semana, os embarques da temporada somavam 25,8MT. Com este forte ritmo, ao final de outubro, o Brasil terá despachado algo como 43,0/44,0MT e deverá fechar o ano agrícola, em fins de janeiro, com exportações de pelo menos 53,0MT – um novo recorde histórico. No último ano foram 46,6MT.

Segundo a CONAB, o plantio de milho em território brasileiro atinge 18,3%, com dados obtidos até o último fim de semana. Na mesma data em 2022, era de 19,3%.

No Paraná, o DERAL indica que o plantio do milho verão chega a 71%. A área é esperada em 317 mil hectares, queda de 16% na comparação com a temporada anterior. Consequentemente, a produção também é esperada em queda, em 3,1MT, contra 3,7MT da safra de verão anterior.
Internamente, nos últimos dias, os preços vêm mostrando ligeira melhora, diante do forte ritmo das exportações e finalização da colheita. O pior parece estar ficando para trás. Os preços internacionais, bem como o câmbio, apresentaram sinais positivos para uma melhor formação do preço – e seguem sendo a principal referência para as indicações internas. Enquanto isto, os produtores acompanham a colheita da safra dos EUA e o andamento do plantio no Brasil.

Indicações de compra na faixa entre R$ 49,00/51,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 60,00/62,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

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Editor RuralNews
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