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Soja abre semana estável com foco em clima e geopolítica

Mercado acompanha tensões globais, plantio nos EUA e reta final da colheita no Brasil

Soja abre semana estável com foco em clima e geopolítica
Mercado da soja acompanha clima nos EUA e reta final da colheita no Brasil
Foto do autor Camilo Motter
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O mercado da soja iniciou a semana com leves ganhos na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário de estabilidade, mas ainda cercado por incertezas. De acordo com a Granoeste, o contrato para maio operava próximo de US$ 11,66 por bushel, mantendo o comportamento lateral observado nos últimos dias, após oscilações moderadas na semana anterior.

Entre os principais fatores que influenciam o mercado estão as tensões geopolíticas, especialmente os desdobramentos envolvendo Oriente Médio e Ucrânia. A relação entre Estados Unidos e Irã segue no radar dos investidores, mantendo o ambiente de cautela e volatilidade nos mercados internacionais.

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Outro ponto de atenção é o andamento da nova safra norte-americana. O plantio nos Estados Unidos vinha avançando em ritmo acelerado, atingindo 12% da área na última semana, acima do registrado no mesmo período do ano passado. No entanto, a previsão de chuvas mais intensas em regiões do Meio-Oeste pode desacelerar os trabalhos de campo nos próximos dias.

Brasil: colheita se aproxima do fim e sustenta oferta

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está praticamente concluída, alcançando cerca de 94,2% da área, segundo dados de mercado. O ritmo segue próximo ao registrado no ano passado e dentro da média histórica, consolidando uma produção estimada entre 178 e 180 milhões de toneladas.

No mercado físico, os prêmios seguem firmes, com indicações no curto prazo variando entre 30 e 40 pontos, enquanto contratos para os próximos meses apresentam valores mais elevados. No oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 119,00 e R$ 121,00 por saca, enquanto em Paranaguá os preços variam entre R$ 128,00 e R$ 130,00, dependendo das condições de pagamento e prazos de entrega.

O cenário reforça um mercado equilibrado no curto prazo, com agentes atentos tanto aos fundamentos globais quanto às condições climáticas, que seguem como principal fator de risco para os próximos movimentos de preços.

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