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Perdas no trigo fazem mercado do milho fechar operar em baixa na CBOT

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Perdas no trigo fazem mercado do milho fechar operar em baixa na CBOT

Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago (CBOT) chegaram ao intervalo desta manhã de quarta-feira, 14/06, em baixa de 6 a 9 cents, a U$ 6,03/julho. Ontem, fechou em queda de 4 pontos no mês presente e com 2 pontos positivos nas posições mais distantes, relativas à safra nova dos EUA. Na BMF, julho opera em R$ 53,20 (-0,0%) e setembro em R$ 57,20 (-0,5%).

Apesar da alta do petróleo e do dólar, a CBOT/milho, ontem, fechou em baixa e opera no vermelho hoje também, puxada negativamente pelas perdas no trigo. Logo mais, o Banco Central dos EUA vai divulgar a nova taxa de juros. De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR esses dados podem impactar a taxa de câmbio do Real contra o Dólar.

Ainda nos EUA, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) postergou a definição sobre incluir mais biocombustíveis na gasolina e no diesel. O mercado aguarda por novos aumentos no uso de combustíveis vegetais.

Os mercado estão totalmente atentos ao clima nos EUA e aos seus desdobramentos. Junho deste ano está sendo considerado um dos mais secos dos últimos anos. O solo vem precisando de umidade, urgentemente. Desde o último final de semana algumas regiões receberam chuvas e há previsão para esta onda de umidade chegue a regiões que ainda não foram atingidas. Caso venha a contemplar toda a área produtora, as lavouras podem se recuperar; caso contrário, podemos ter um cenário de mais queda na qualidade e sérias perdas de potencial produtivo.

De acordo com dados do DERAL, as lavouras de milho safrinha no PR estão: 1% em crescimento vegetativo, 21% em floração, 69% em frutificação e 9% em maturação. As condições são: 84% em boas/excelentes, 14% regulares e 2% ruins. A safra é estimada em 14,1MT, ante 13,3MT colhidas na safrinha de 2022.

Internamente, com a chegada de uma safra cheia e recorde, os preços de paridade internacional (CBOT, câmbio e prêmios) devem prevalecer como indicativo para as negociações. O Brasil precisará exportar cerca de 50,0MT para promover algum equilíbrio entre oferta e demanda. Por esta razão, será importante o monitoramento sobre o que se passa na evolução da safra norte-americana, o qual terá impacto sobre os preços em Chicago, bem como na demanda internacional.

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Editor RuralNews
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