FPA reage à medida europeia sobre exportações brasileiras
Entidade afirma que Brasil mantém reconhecimento sanitário internacional e segue habilitado a exportar ao mercado europeu
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, afirmou que a entidade acompanha com atenção a atualização da lista da União Europeia sobre países habilitados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco europeu.
A discussão ocorre no contexto das novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária, aplicadas aos países exportadores. Segundo a FPA, o tema ganhou força em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França, que vêm demonstrando resistência ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
Para Lupion, existe preocupação de que exigências regulatórias acabem sendo utilizadas como barreiras políticas e comerciais contra a competitividade da produção brasileira.
A entidade reforçou que o Brasil segue habilitado a exportar para o mercado europeu e que eventuais restrições somente poderão ocorrer caso as garantias formais exigidas pela União Europeia não sejam apresentadas até 3 de setembro de 2026.
Segundo a FPA, a situação não representa qualquer falha sanitária da pecuária nacional. Atualmente, o Brasil exporta carne bovina para mais de 170 mercados internacionais e possui sistemas de inspeção, rastreabilidade e protocolos reconhecidos mundialmente.
A Frente Parlamentar da Agropecuária informou ainda que seguirá acompanhando o tema junto ao setor produtivo e às autoridades competentes, defendendo uma solução diplomática que garanta previsibilidade ao mercado, tratamento justo ao Brasil e a manutenção da reputação dos produtos brasileiros no comércio internacional.
