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Falta de vacinas preocupa pecuária brasileira

Foto do autor Jair Reinaldo
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Falta de vacinas preocupa pecuária brasileira
Mapa atua junto à indústria para ampliar oferta de vacinas contra clostridioses

Governo tenta ampliar oferta após suspensão da produção por fabricantes e reforça importância da vacinação nos rebanhos

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que o atual cenário de desabastecimento de vacinas contra clostridioses no Brasil é resultado, principalmente, de decisões mercadológicas adotadas por fabricantes, que interromperam a produção e comercialização desses imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026.

Diante desse cenário, o governo federal passou a atuar junto à indústria de insumos veterinários para estimular o aumento da produção e das importações, além de acelerar os processos de fiscalização e liberação das vacinas no país.

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Como parte dessas ações emergenciais, o Mapa liberou, entre março e abril de 2026, um total de 14,64 milhões de doses, incluindo produtos nacionais e importados. Além disso, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) projeta a entrega de 8 a 10 milhões de doses mensais até dezembro, com possibilidade de ampliação no segundo semestre. A estimativa é que mais de 100 milhões de doses sejam disponibilizadas até o fim do ano.

Doenças exigem atenção e vacinação contínua

As clostridioses são um conjunto de enfermidades causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes naturalmente no solo e no trato digestivo dos animais. Segundo a Embrapa, essas bactérias atuam principalmente por meio da produção de toxinas e invasão de tecidos, podendo provocar quadros graves e até levar os animais à morte.

A contaminação pode ocorrer pela ingestão de alimentos contaminados, por ferimentos ou até pela inalação. Como os agentes são altamente resistentes e fazem parte do ambiente, a erradicação é considerada praticamente impossível.

Por isso, o controle depende de manejo adequado e, principalmente, da vacinação sistemática dos rebanhos. As vacinas devem ser aplicadas em duas doses iniciais, com intervalo de quatro a seis semanas, além de reforço anual — ou semestral, em alguns casos específicos.

Risco sanitário exige resposta rápida

O desabastecimento preocupa o setor pecuário, já que a imunização é a principal ferramenta de prevenção contra essas doenças. Sem cobertura vacinal adequada, aumenta o risco de surtos, perdas produtivas e impactos econômicos para o produtor rural.

Nesse contexto, a ampliação da oferta de vacinas e a regularização do abastecimento são consideradas fundamentais para garantir a sanidade dos rebanhos e a segurança da produção pecuária no país.

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Editor RuralNews
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