Milho recua com maior oferta e estoques elevados
Colheita da safra de verão e estoques remanescentes ampliam pressão sobre os preços do cereal no mercado brasileiro
Os preços do milho continuam em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento é influenciado principalmente pela maior oferta no mercado interno, resultado da colheita da safra de verão e dos elevados estoques de passagem da temporada 2024/25.
Segundo o Cepea, o cenário atual tem favorecido os compradores, que encontram maior facilidade nas negociações e aguardam novas desvalorizações nas cotações do cereal.
Parte dos vendedores também passou a demonstrar maior flexibilidade nas negociações no mercado spot, diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa. Além do milho, os estoques recebem volumes da safra de soja, aumentando a pressão logística em diversas regiões produtoras.
Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que as quedas nas cotações não foram ainda mais intensas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra brasileira.
Clima preocupa produtores
Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, situação que mantém o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras.
Além disso, a previsão de avanço de frentes frias voltou ao radar dos agentes do setor. Caso o cenário climático se confirme, o potencial produtivo da segunda safra poderá ser reduzido.
Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas para a segunda safra de milho no Brasil.
