A segunda safra de milho 2025/2026 avança em uma fase considerada decisiva para os produtores do Cerrado brasileiro. Com expectativa de produção de 108,4 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safrinha segue com potencial elevado, mas enfrenta desafios ligados ao clima irregular, ao plantio tardio e à pressão de pragas em parte das áreas produtoras.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, o plantio já foi concluído. No entanto, o atraso na colheita da soja provocou semeadura mais tardia em parte das lavouras, situação que aumentou a preocupação do setor com o desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.
Segundo avaliações de mercado, as áreas apresentam estágios bastante diferentes de desenvolvimento. Enquanto algumas lavouras ainda estão em emergência, outras já avançaram para a fase de florescimento, cenário que amplia os riscos relacionados ao clima e ao manejo fitossanitário.
Clima exige atenção dos produtores
A irregularidade das chuvas também afetou parte das regiões produtoras do Matopiba. No Maranhão, o atraso das precipitações no fim de 2025 influenciou o calendário da soja e levou produtores a reduzirem a aposta no milho em algumas áreas.
No Piauí, mesmo com parte do plantio realizada fora da melhor janela climática, as lavouras apresentam desenvolvimento considerado positivo até o momento. Já no Tocantins, boa parte da semeadura ocorreu mais tarde, o que mantém os produtores atentos ao comportamento do clima nas próximas semanas.
Além das condições climáticas, o avanço de pragas também está no radar do setor. Técnicos alertam que o acompanhamento constante das áreas será decisivo para evitar perdas de produtividade na reta final do ciclo.
Mercado acompanha potencial da safrinha
Mesmo diante dos desafios, a expectativa ainda é de uma safra robusta no Cerrado brasileiro, principal região produtora de milho segunda safra no país.
O desempenho da safrinha é acompanhado de perto pelo mercado devido ao peso da cultura no abastecimento interno e nas exportações brasileiras. Além da produtividade, produtores também observam fatores como custos de produção, logística e comportamento dos preços ao longo da colheita.
A avaliação do setor é de que planejamento e decisões rápidas no manejo seguem sendo fundamentais para preservar o potencial produtivo e aproveitar oportunidades de comercialização ao longo da temporada.
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