Os produtores rurais de São Paulo têm até o próximo dia 14 de junho para participar da Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre. A medida é obrigatória e fundamental para manter o controle sanitário dos rebanhos paulistas, além de garantir a regularidade das propriedades perante os órgãos de defesa agropecuária.
Segundo a Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a atualização deve incluir não apenas bovinos, mas também bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e criação de bicho-da-seda.
A não realização da declaração dentro do prazo pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais, impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e resultar em sanções administrativas aos produtores.
A atualização pode ser feita diretamente pelo sistema GEDAVE ou presencialmente em uma das unidades da Defesa Agropecuária distribuídas pelo estado.
De acordo com a médica-veterinária e diretora da Defesa Agropecuária, Erika Mello, a adesão à campanha já avançou, mas ainda há um número significativo de propriedades que não concluíram a atualização.
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“Agradecemos a todos os produtores que já realizaram sua declaração e que já quitaram suas contribuições ao Fundesa-PEC. Estamos hoje com 83% dos bovídeos declarados, porém apenas 65% das propriedades atualizaram seus saldos. Chamamos atenção para as pequenas propriedades para que não percam os prazos, pois essas informações são essenciais para conhecermos as reais condições dos rebanhos paulistas e continuarmos garantindo a sanidade animal no estado”, afirmou.
Contribuição ao Fundesa-PEC
A campanha deste ano também marca a obrigatoriedade da contribuição ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC) para proprietários de bovinos e bubalinos.
O fundo funciona como um mecanismo de proteção sanitária voltado especialmente para situações envolvendo a febre aftosa. A contribuição é calculada com base no número de animais declarados e, em 2026, está fixada em R$ 1,076 por cabeça. Até o momento, já foram arrecadados mais de R$ 9,8 milhões.
Proteção contra emergências sanitárias
O Fundesa-PEC tem papel estratégico na resposta a possíveis emergências sanitárias. Em caso de registro de foco de febre aftosa, por exemplo, a Defesa Agropecuária pode precisar adotar medidas de contenção, incluindo o abate sanitário de animais.
Nessas situações, o fundo garante recursos para indenizar os produtores afetados, permitindo uma resposta mais rápida das autoridades e fortalecendo o sistema de defesa sanitária animal do estado.
A Defesa Agropecuária reforça que a atualização cadastral dentro do prazo é indispensável para manter a segurança sanitária dos rebanhos, preservar a competitividade da pecuária paulista e evitar transtornos aos produtores rurais.
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