A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa da Bahia Farm Show 2026 com uma agenda voltada ao fortalecimento da cotonicultura nacional. Entre os destaques estão a inauguração do novo Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a apresentação da Vila do Algodão, espaço criado para aproximar o público da cadeia produtiva da fibra.
Realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA), a feira reúne produtores, empresas, instituições de pesquisa e representantes do agronegócio de todo o país. A delegação da Abrapa é liderada pelo presidente da entidade, Gustavo Piccoli, que participa das atividades institucionais ao longo da programação.
Segundo Piccoli, a presença da associação no evento contribui para destacar os avanços da produção nacional e fortalecer a imagem do algodão brasileiro nos mercados interno e externo.
“Ao reunir tecnologia, qualidade e iniciativas de promoção da fibra, a participação da Abrapa na Bahia Farm Show 2026 reforça o posicionamento do algodão brasileiro como uma das cadeias produtivas mais organizadas, sustentáveis e competitivas do agronegócio nacional”, afirmou.
Novo laboratório amplia capacidade de análises
Um dos principais marcos da programação é a inauguração do novo Centro de Análise de Fibras da Abapa. A estrutura, considerada a maior da América Latina, foi projetada para atender à crescente demanda por análises de fibras produzidas na região do Matopiba.
Com 5,7 mil metros quadrados de área construída, a unidade terá capacidade para processar até 70 mil amostras por dia. Na safra 2024/25, o laboratório da Abapa analisou mais de 3,58 milhões de fardos de algodão integrantes do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), com índice de conformidade de 99,85%.
Para Gustavo Piccoli, a nova estrutura representa um avanço estratégico para a cotonicultura nacional.
“O Centro de Análise de Fibras da Abapa não é só o maior da América Latina, é também referência e símbolo de qualidade. Na safra 2024/2025, o laboratório certificou mais de 3,5 milhões de fardos, alcançando um índice de assertividade de 99,85%”, destacou.
Vila do Algodão aproxima o público da cadeia produtiva
Uma das novidades da edição deste ano da Bahia Farm Show é a Vila do Algodão, projeto desenvolvido pela Abapa em parceria com a Abrapa e o movimento Sou de Algodão.
O espaço foi concebido para apresentar ao público temas ligados à sustentabilidade, qualidade da fibra, rastreabilidade, mercado e inovação. A programação inclui áreas de convivência, cafeteria, estúdio para gravação de podcasts e a loja do movimento Sou de Algodão, com produtos confeccionados a partir da fibra natural brasileira.
De acordo com a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o objetivo é mostrar a relevância da cadeia produtiva para a economia e aproximar a sociedade do setor.
“A Vila do Algodão nasce com o propósito de ser um espaço de encontro, conhecimento e troca de experiências. Queremos apresentar ao público tudo o que existe por trás da produção do algodão, desde a sustentabilidade e a tecnologia empregadas no campo até a qualidade da fibra que chega à indústria e ao consumidor”, ressaltou.
Programação inclui capacitação e ações educativas
Entre as atividades previstas está a realização de oficinas de costura conduzidas pela estilista baiana Adriana Meira, parceira do movimento Sou de Algodão. O espaço também receberá ações do programa educacional Conhecendo o Agro, promovido pela Abapa, além do projeto Cotton Cine, voltado à aproximação do público com a realidade do campo.
Durante a feira, a entidade também lançará a sétima edição do Prêmio Abapa de Jornalismo, quando serão divulgadas as categorias, regras e valores da premiação.
Para a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, a iniciativa fortalece a conexão entre produtores e consumidores.
“A Bahia Farm Show reúne um público diverso e oferece uma excelente oportunidade para mostrar que o algodão vai muito além da porteira. Com a loja do Sou de Algodão na Vila, queremos aproximar as pessoas da fibra natural e fortalecer uma conexão cada vez maior entre quem produz e quem consome”, afirmou.