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Soja inicia esboçando reação positiva nesta terça-feira na CBOT

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Soja inicia esboçando reação positiva nesta terça-feira na CBOT

Contratos futuros negociados com soja na CBOT esboçam reação positiva depois iniciar a semana com perdas, segundo Corretora Granoeste

Após iniciar a semana com perdas, os contratos futuros de soja iniciaram operando na CBOT a U$ 17,17/julho, alta de 9 cents, na manhã desta terça-feira. Segundo analistas da corretora Granoeste, a leitura do mercado indica que fundos e investidores estão retornando às compras. Com a pressão dos últimos dias, os preços voltam a se tornar atrativos para recompor as carteiras. O mercado também avalia que, nesta reta final, o plantio da safra norte-americana poderia ter tido um ritmo mais acelerado.

"Todos os principais mercados de commodities alimentares, de energia e de metais, bem como os mercados de ativos financeiros tiveram uma segunda-feira estressante ao redor do mundo e apresentaram perdas expressivas. Os investidores fugiam de ativos de risco e buscavam aplicações em títulos de dívidas de alguns dos principais países, notadamente dos EUA, o que valorizou substancialmente o dólar em detrimentos de outras moedas", afirma Camilo Motter, analista da Granoeste. Segundo ele, na esteira deste movimento, a percepção do mercado esteve focada em dois aspectos: perspectiva de forte aperto monetário nos EUA, diante da aceleração da inflação, que registrou 1% no mês de maio (nesta quarta tem reunião do FONC, o comitê de política monetária dos EUA, que deve avançar no aumento da taxa de juros) e na China, a possibilidade de retomada da política de tolerância zero contra a covid e adoção de lockdown em importantes centros industriais. Tais medidas suscitam temores sobre uma possível recessão da economia global. 

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No fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio da safra de soja chega a 88%, em linha com a média histórica. O mercado esperava pelo menos 90%. No ano passado, o índice era de 93%. Setenta por cento das áreas estão germinadas, ante 74% de média. Em relação à qualidade, o levantamento indica que 70% das lavouras estão em boas/excelentes condições; 25%, regulares e 5%, ruins/péssimas. Na mesma semana do ano passado, os índices eram, respectivamente, de 62%, 30% e 8%.  

Em outro relatório, o USDA informou ter inspecionado o embarque de apenas 0,61MT de soja na última semana. No acumulado desta estação, o volume exportado chega a 50,5MT, ante 57,1MT do mesmo intervalo do ano-safra anterior. O ritmo de embarques se mantém lento no comparativo com as últimas temporadas; porém, devido à quebra na América do Sul, os carregamentos tendem a se prolongar pelos meses de entressafra, que vai até outubro, quando a nova colheita chega ao mercado. 

Participantes irão redobrar as atenções em relação ao desenvolvimento da nova safra norte-americana. Num ano como este, com estoques apertados, os preços se tornam extremamente sensíveis e altamente voláteis em relação aos boletins climáticos. O mercado espera uma safra cheia e recorde e o atraso no plantio não foi a melhor forma de iniciar a estação. 
As exportações brasileiras de soja totalizaram 10,6MT no mês de maio, ante 16,4MT do mesmo mês do ano passado. No acumulado desta estação, iniciada em fevereiro, o volume embarcado chega a 40,8MT, ante 49,8MT do mesmo intervalo do ciclo passado. Internamente, o mercado se mantém calmo; porém, em muitas regiões ocorrem vendas para desocupar unidades armazenadoras para acomodar a safra de milho que vem chegando. A taxa de câmbio segue dando bom suporte na formação do preço doméstico. Os prêmios perderam força nos últimos dias e são indicados na faixa entre 100/110 cents. 

Indicações de compra entre R$ 194,00/195,00 no oeste do estado; entre R$ 201,00/203,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

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Editor RuralNews
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