Virose impõe novo sistema de manejo ao maracujá
o manejo do maracujazeiro, importante cultura frutÃfera no Paraná, passou recentemente por mudanças para minimizar os estragos causados por uma virose
Segundo o Sistemafaep, o manejo do maracujazeiro, importante cultura frutífera no Paraná, passou recentemente por mudanças para minimizar os estragos causados por uma virose, detectada há alguns anos. A constatação de que o vírus CABMV (sigla em inglês para “vírus do mosaico do caupí”) havia chegado ao Estado aconteceu durante um curso do SENAR-PR realizado na região Noroeste. Na ocasião, os instrutores da entidade ministravam uma aula quando constataram estranhas lesões na planta.
“Detectamos a presença durante a primeira formação do curso de maracujá, em 2015. Durante uma visita a uma propriedade, um dos participantes identificou plantas infectadas e orientou que a gente encaminhasse amostras para análise em laboratório”, conta a instrutora do SENAR-PR Beatriz Meira.
Diante da novidade, Beatriz e outros instrutores foram em busca de mais informação sobre a doença. Para isso, contataram especialistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e foram conhecer mais sobre a doença junto a produtores de Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, que já enfrentavam a virose há mais tempo.
Em condições normais, o maracujazeiro é uma cultura semiperene, isto é, os mesmos pomares podem continuar produzindo ao longo de três ou quatro anos consecutivos. Sob a influência do CABMV, as plantas devem ser erradicadas anualmente sob pena de perdas severas de produção.
