Trigo fecha em forte queda
O contrato de dezembro22 do trigo brando SRW de Chicago em forte queda de 2,04% ou $ 17,25 cents/bushel a $ 828,50
O contrato de dezembro22 do trigo brando SRW de Chicago em forte queda de 2,04% ou $ 17,25 cents/bushel a $ 828,50; para dezembro de 2023, que interessa aos produtores/exportadores brasileiros, o contrato fechou em queda de 1,62% ou $ 14,50 cents/bushel a $ 878,75; o contrato do trigo duro HRW de Kansas para dezembro fechou em queda de 1,07% ou 10,25 cents/bushel a $ 947,0; a cotação de dezembro do trigo de primavera HRS de Minneapolis fechou em queda de 1,14% ou $ 9,75 cents/bushel a $ 950,50 e a cotação de dezembro do trigo para moagem da Euronext de Paris fechou em queda de 1,94% ou $ 7,0 euros/t a 329,0 euros. Veja os fechamentos das bolsas da Argentina, Londres e da Austrália nas tabelas 11 e 16 abaixo.
CAUSAS DA QUEDA DE HOJE
O USDA relatou ligeiras melhorias semanais na condição do trigo de inverno norte-americano. As tensões na região do Mar Negro e o futuro do abastecimento dessa fonte continuam a aumentar a incerteza. Da Ucrânia eles indicaram que pretendem ampliar o acordo para ampliar a variedade de produtos e portos.
PRÉ-WASDE
As estimativas de pré-relatório mostram que o comércio espera que o USDA reduza os estoques mundiais de trigo em 0,6 MMT para 266,9 MMT.
BRASIL-CUSTOS DO TRIGO FORAM OS QUE MAIS SUBIRAM EM 2022
Entre as atividades agrícolas, na média, o maior incremento foi no trigo, cuja produção ficou 58% mais cara, seguido da segunda safra do milho (56,7%) e da cana-de-açúcar (46%). Em algumas lavouras, os aumentos foram puxados pelo preço dos fertilizantes. Os custos com aditivos químicos cresceram sobretudo no cultivo do arroz (80%) e do feijão (50%). De acordo com a CNA, a guerra entre Rússia e Ucrânia trouxe instabilidade ao mercado de insumos, o que inflacionou os valores. Segundo dados do Ministério da Economia, 23% dos fertilizantes importados pelo Brasil são provenientes da Rússia.
BRASIL-COLHEITA DO TRIGO
A Conab informou também que os produtores de trigo já colheram 43,2% da safra deste ano, avanço de 3,2 pontos porcentuais, mas atraso de 25,5 pontos porcentuais em comparação com igual período da temporada passada. Dos Estados que ainda colhem o cereal, a retirada do grão do campo alcançou 72% no Paraná e 11% no Rio Grande do Sul, maior produtor do grão. "No Rio Grande do Sul, a colheita avança, apesar da redução no ritmo por causa das condições climáticas. A operação está relativamente atrasada em relação às safras anteriores. A qualidade e produtividade estão boas. No Paraná, devido às condições climáticas, a colheita pouco avançou na última semana. O excesso hídrico na maturação das lavouras reduz a produtividade e qualidade. As lavouras em melhores condições são as mais tardias e devem necessitar de mais aplicações de fungicidas", disse a estatal. Em Santa Catarina, a Conab informou que a colheita evolui lentamente, estando grande parte das lavouras em fase de formação de grãos e maturação.
EGITO
GASC CANCELA LICITAÇÃO DE COMPRA POR CAUSA DE PREÇOS ALTOS: A agência estatal de grãos do Egito, conhecida como Gasc, cancelou licitação internacional de compra de trigo no fim de semana, com traders dizendo que as ofertas recebidas eram altas demais para serem consideradas. A Gasc recebeu 18 propostas, variando entre US$ 369,95 a tonelada e US$ 400 a tonelada, incluindo custos de frete, com origens que incluíam Rússia, Romênia e França. De acordo com investidores, a entidade esperava pagar até US$ 360 a tonelada em termos de ofertas, mas os traders não estavam dispostos a reduzir os preços.
EXPORTAÇÕES DA UCRÂNIA AINDA ESTÃO MUITO ABAIXO DO NORMAL
As exportações da Ucrânia do ano-safra 2022/23, que teve início em julho deste ano, atingiram 14,3 milhões de toneladas de grãos, segundo dados do Ministério da Agricultura do país, mas ainda estão cerca de 30% abaixo do período equivalente em 2021, disse em relatório o banco alemão Commerzbank. Desse total, 5,4 milhões de toneladas foram de trigo, 7,7 milhões de toneladas de milho e 1,2 milhão de toneladas de cevada. Segundo o analista do banco Carsten Fritsch, o volume ainda está bem aquém do normal. "O acordo de grãos que está em vigor desde julho levou a uma certa atividade de exportação, permitindo que os grãos fossem exportados de três portos ucranianos do Mar Negro", explica. “No entanto, ainda estamos longe de ver qualquer tipo de retorno à normalidade. Não está claro se as exportações de grãos poderão continuar nos próximos meses, já que o acordo - que deveria permanecer em vigor por quatro meses - expirará em cerca de duas semanas.” Conforme o comunicado do Commerzbank, não há nenhum indício de certeza se o tratado será prorrogado, principalmente após a Rússia ter retirado a sua participação por um breve período de tempo na semana passada. Nesse cenário, a Ucrânia prevê uma safra de grãos de 50 milhões a 52 milhões de toneladas este ano, o que ficaria bem abaixo da safra recorde do ano passado, de 86 milhões de toneladas.
