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Trigo fecha em alta por dólar e chuvas nos EUA

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Trigo fecha em alta por dólar e chuvas nos EUA

O contrato de dezembro22 do trigo brando SRW de Chicago em alta de 0,90% ou $ 7,50 cents/bushel a $ 842,25

O contrato de dezembro22 do trigo brando SRW de Chicago em alta de 0,90% ou $ 7,50 cents/bushel a $ 842,25; para dezembro de 2023, que interessa aos produtores/exportadores brasileiros, o contrato fechou em alta de 0,54% ou $ 4,75 cents/bushel a $ 883,0; o contrato do trigo duro HRW de Kansas para dezembro fechou em alta de 0,83% ou 7,75 cents/bushel a $ 942,25; a cotação de dezembro do trigo de primavera HRS de Minneapolis fechou em queda de 0,02% ou $ 0,25 cents/bushel a $ 957,0 e a cotação de dezembro do trigo para moagem da Euronext de Paris fechou em queda de 0,59% ou $ 2,25 euros/t a 334,25 euros. Veja os fechamentos das bolsas da Argentina, Londres e da Austrália nas tabelas 11 e 16 abaixo.

CAUSAS DA ALTA DE HOJE

O mercado de trigo voltou a fechar em alta pela elevação do dólar, que tira a competitividade do trigo americano, pelos problemas do exceso de chuvas na Austrália, que foi limitada por chuvas benéficas nos EUA

TRIGO ARGENTINA

O Adido Agrícola do USDA reduziu sua estimativa de produção de trigo na Argentina de 17,5 MMT para 15,5 - citando a seca. Isso também reduziu suas perspectivas para as exportações de 22/23 para 10 MMT.

LICITAÇÕES INTERTNACIONAIS

A Tailândia comprou 60 mil toneladas de trigo para alimentação a partir da Austrália ou do Mar Negro. Taiwan reservou 38.515 toneladas de trigo para moagem dos EUA por meio de licitação. O Paquistão está no mercado por 500 mil toneladas de trigo. O leilão de trigo de 50 mil toneladas do Iraque mudou o prazo de volta para 30/10, para 24/10.

IGC REVISA PARA BAIXO COMÉRCIO GLOBAL DE FARINHA

Refletindo um início mais lento do que o previsto para o ano de comercialização de 2022-23, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua previsão de comércio de farinha de trigo em 300.000 toneladas desde sua última atualização em julho, de acordo com seu mercado de grãos de outubro. O IGC projeta 14 milhões de toneladas de comércio de farinha este ano, o que é 1,1 milhão de toneladas abaixo da média de cinco anos e apenas um pouco acima da baixa mais recente de 13,8 milhões de toneladas em 2020-21. Se realizado, seria o segundo menor total de comércio de farinha de trigo desde 2013-14, quando 13,1 milhões de toneladas foram comercializadas.

Ligadas a disponibilidades de trigo mais apertadas, as compras pelo Iraque, o maior comprador de farinha do mundo, devem aumentar, com o total de chegadas atrelado a uma alta de cinco anos de 2,7 milhões de toneladas (acima de 2,2 milhões no ano passado), inalterada em relação à estimativa anterior em julho.

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Uma ligeira recuperação nas entregas para o Afeganistão também está prevista em 2022-23, para 1,8 milhão de toneladas, ante 1,7 milhão em 2021-22. As importações da África Subsaariana podem ser as mais baixas em 12 anos, previstas em 1,9 milhão de toneladas, queda de 350.000 toneladas em relação ao ano passado, com consumidores locais mudando para alternativas em meio a preços potencialmente elevados para alimentos à base de trigo.

As revisões trimestrais das previsões de importação incluíram um corte para a China, onde as chegadas do ano inteiro estão agora abaixo da média de 200.000 toneladas, mas ainda acima do nível baixo da temporada anterior de 100.000. “Embora o rebaixamento reflita em parte compras relativamente lentas até o momento em meio a medidas locais relacionadas ao COVID-19, a análise é complicada pela ausência de estatísticas comerciais oficiais para a Rússia, normalmente um grande fornecedor de farinha para esse país”, disse o IGC (Agrolink)

EXPORTAÇÕES UCRANIANAS ATRASAM POR FALTA DE INSPEÇÃO NAS EMBARCAÇÕES

Nesta segunda-feira (24), a porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Ismini Palla, disse que os trabalhos nos portos ucranianos situados no Mar Negro caminham em ritmo lento, o que pode comprometer as exportações de commodities agrícolas.

"Atualmente, existem mais de 150 navios esperando em Istambul para se mover e esses atrasos têm o potencial de causar interrupções na cadeia de suprimentos e nas operações portuárias”, explicou Palla.

Todas as embarcações que atracam nos portos ucranianos devem ser inspecionadas por equipes do Centro de Coordenação Conjunta (JCC), que envolve a Ucrânia, a Rússia, a Turquia e a ONU. Segundo a porta-voz, o JCC já aumentou para cinco o número de grupos de inspeção.

O atraso nos trabalhos acontece em meio à tentativa de extensão do acordo que viabiliza as exportações ucranianas, que dura até 22 de novembro. Desde 1º de agosto, quando o acordo teve início, 386 navios deixaram os portos do Mar Negro carregados com 8,8 milhões de toneladas de produtos agrícolas, conforme informado pelo Ministério da Infraestrutura da Ucrânia.

O ministério ucraniano também acusa a Rússia de atrasar as inspeções dos navios no estreito de Bósforo, que interliga o Mar Negro ao Mar de Mármara. (Aboissa).

GRÃOS/UCRÂNIA: RELATOS DE POSSÍVEIS MINAS NO CORREDOR DO MAR NEGRO SÃO INVESTIGADOS

Autoridades responsáveis pelo acordo de exportação de grãos da Ucrânia pelo Mar Negro investigam relatos de um "objeto semelhante a uma mina" no estreito corredor marítimo na costa do porto ucraniano de Odessa. O Centro de Coordenação Conjunta (JCC, na sigla em inglês), composto por funcionários das Nações Unidas, ucranianos, turcos e russos, criado para supervisionar o andamento do acordo, disse ter despachado dois navios ucranianos, um rebocador e um navio de busca e salvamento para procurar o objeto, após o relatório de um navio que atravessava o corredor.

O objeto teria sido visto no extremo norte do corredor de grãos, a estreita faixa de mar por meio da qual o acordo permite que os navios entrem e saiam dos portos ucranianos do Mar Negro para exportar os grãos da Ucrânia. As embarcações devem apresentar um relatório ainda nesta quarta-feira. O JCC disse que discutirá "autorizações subsequentes de embarcações e ações", sem ter fornecido mais detalhes. O centro não informou se a passagem pelo caminho foi interrompida. Atualmente, não há navios navegando pelo corredor, de acordo com sites de rastreamento de navios. Fonte: Dow Jones Newswires

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Editor RuralNews
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