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Soja se mantém estável na CBOT, atento ao retorno da China e chuvas na Argentina

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Soja se mantém estável na CBOT, atento ao retorno da China e chuvas na Argentina

O mercado segue atento no desenvolvimento da safra argentina.

A Bolsa de Chicago (CBOT) iniciou a manhã de quarta-feira, 01/02, com os preços da soja estáveis, a U$ 15,37/março. No dia anterior, depois de muitas oscilações entre os campos positivo e negativo, os negócios fecharam estáveis. Janeiro termina com ganhos de cerca de 1%, apresentando muitas variações nos arredores de U$ 15,00.

O mercado segue atento no desenvolvimento da safra argentina. As previsões indicam chuvas muito leves e esparsas; depois, tende a ficar mais quente seco. Nas duas últimas semanas, houveram boas precipitações, embora insuficientes em algumas regiões, destaca o analista de mercado Camilo Motter da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR. Os participantes começam a especular sobre qual o tamanho do corte que o USDA irá promover para o país vizinho no relatório de oferta e demanda de fevereiro, que será divulgado neste dia 8. No último relatório, o USDA cortou 4,0MT, para 45,5MT. Consultorias privadas já avaliam a colheita em níveis inferiores a 40,0MT.

O mercado também está atento em relação ao retorno da China, depois do feriado prolongado de ano novo. Até agora, nada de sobressaltos, tudo muito calmo. O fato é que o maior país importador de soja não conseguiu ainda cravar 100,0MT de importações, como se previa há alguns anos, mas já chegou perto, com 99,7MT na temporada 2020/21. Em 2021/22 foram 91,6MT. Para o ciclo 2022/23, as importações chinesas estão previstas, pelo USDA, em 96,0MT. Esta estabilidade das importações ocorre em paralelo com o aumento da produção local, que alcança a marca de 20,0MT, e com a parcial substituição de componentes da ração.

Motter ressalta que a falta de chuvas no extremo Sul do Brasil, que diminui a produção, e excesso de umidade no Centro-Oeste, que limita o avanço da colheita, são os percalços vividos pelos produtores. De qualquer maneira, a safra brasileira caminha para bater um novo e disparado recorde, com pelo menos 150,0MT.

No mercado doméstico, notadamente na origem, as variáveis internas estão pesando de forma decisiva na transferência do preço internacional para o preço em Reais. Neste ponto entram três fatores: câmbio, relativamente pressionado; prêmios, que vieram caindo de forma acentuada, mesmo no período de entressafra, e aumento significativo dos custos de transporte. Com esta tripla força negativa (que parece estar se acomodando), os preços internos cederam entre 5% e 8% neste mês de janeiro, mesmo com boa sustentação dos preços em Chicago.

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Editor RuralNews
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