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Retomada de negócios na China aquece preços do milho na Bolsa de Chicago

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Retomada de negócios na China aquece preços do milho na Bolsa de Chicago

Mercado de milho abre a semana com perspectiva altista devido à retomada dos negócios na China.

Os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), iniciaram a manhã de segunda-feira, 30/01, em alta de 3 cents neste momento, manhã de segunda-feira, a 6,86/março. A BMF trabalha em R$ 88,10/março (+0,3%) e R$ 86,40/ julho (+0,40%).

O analista de mercado, Camilo Motter da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR, destaca que o mercado de milho abre a semana com perspectiva altista devido à retomada dos negócios na China, depois do feriado prolongado do Novo Ano Lunar, com provável demanda mais aquecida. Além disto, o mercado considera a ampliação da quebra da produção da Argentina e da Ucrânia. Contudo, a baixa no petróleo e a fraqueza do dólar concorrem para limitar os ganhos.

De acordo com IMEA, o plantio de milho no Mato Grosso chega a 6%, com dados coletados até a última sexta-feira, contra 26,7% de mesmo ponto do ano passado e 2,2% da semana anterior.

Motter salienta que o mês de fevereiro pode apresentar dificuldades na comercialização de milho devido ao aumento do volume de soja que chega ao mercado. A logística será direcionada de forma mais assertiva para a soja. Dessa forma, haverá forte impacto na formação dos preços dos fretes, que irá complicar a situação para ambos os lados: para o vendedor, que perderá no preço do produto na origem e as retiradas poderão ficar mais alongadas; para o comprador, que terá mais dificuldades em encontrar ofertas nos níveis de mercado, que feche a conta tanto na indústria quanto na exportação. Até que aja um ajuste mais fino, a tendência é que o mercado se mantenha lento.

Mercado doméstico se mantém enfraquecido. Porém, um olhar para frente, para o período de entressafra, a partir de março/abril, indica a possibilidade de escassez de oferta. Dois fatores concorrem para isto: o forte ritmo das exportações, que caminha para fechar o ano comercial, neste fim de mês, com mais de 47,0MT e a quebra da safra de verão, sobretudo por perdas acentuadas no Rio Grande do Sul.

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Editor RuralNews
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