Plantio do milho nos EUA é maior que no mesmo período do ano passado
Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago (CBOT) chegam ao intervalo Nesta manhã de terça-feira, 16/05, com perda de 5 cents, a U$ 5,87/julho. Os meses mais distantes tem perdas menores, entre 1 e 2 pontos. Ontem, a CBOT encerrou com alta de 6 cents. Na BMF, maio opera em R$ 56,70 (+0,1%) e julho em R$ 59,20 (+0,6%).
Em boletim divulgado no fim da tarde de ontem, o USDA informou que o plantio de milho nos EUA chegou a 65%. Ante 45% de mesma época do ano passado e 59% de média. Os trabalhos de campo avançaram 16 pontos percentuais na semana. Apesar do bom andamento, analistas esperavam um percentual ainda maior, algo como 68%.
Em relação ao estágio, 30% das lavouras estão emergidas, contra 13% da temporada passada, 12% da semana anterior e 25% de média para este ponto do ano.
Em outro relatório, o USDA informou que, na última semana, foi inspecionado de 1,17MT, número superior ao da semana anterior, 0,97MT, e acima da expectativa dos analistas, 0,95MT. Contudo, os embarques nesta temporada seguem bastante atrasados. No acumulado, somam 26,0MT, contra 39,1MT de mesmo intervalo da estação prévia.
O atual acordo para escoamento de grãos pelo Mar Negro tem previsão de expirar nesta quinta-feira. As tratativas para a sua revalidação estão em andamento, porém, a Turquia, um dos países centrais nesta questão (já que, para entrar e sair do Mar Negro, os navios trafegam pelo Estreito de Bósforo – que corta o país), está em plena campanha política para o segundo turno das eleições presidenciais. As incertezas giram sobre se um possível novo presidente daria a mesma atenção para manter aberto este corredor para escoamento da safra ucraniana. O mercado segue monitorando de perto esta situação.
Mercado Interno
De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR o mercado interno se mantém lento e pressionado, com cotações nos patamares mínimos em quase três anos. Tudo indica que os preços encontraram um piso onde devem se situar no decorrer. No entanto, segue o interesse por vendas para desocupar armazéns.
Além disto, o avanço da colheita de verão, bom aspecto das lavouras de safrinha e acomodação das cotações internacionais prevalecem na formação do preço doméstico. Os primeiros relatos sobre colheita da safrinha no Mato Grosso indicam produtividade acima da média histórica.
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Assista o analista de mercado Camilo Motter em enttrevista exclusiva ao Portal RuralNews:
