Milho abre com perdas de 4 cents em Chicago nesta quinta-feira, 11/05
Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago (CBOT) chegaram ao intervalo na mnhã de quinta-feira, 11/05, com perdas de 4 cents, a U$ 5,90/julho. Ontem, a CBOT encerrou com alta de 9 pontos. Na BMF, maio opera em R$ 59,10 (0,0%) e julho em R$ 58,85 (-0,5%).
De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR em Chicago as perdas desta jornada são atribuídas ao rápido avanço do plantio nos EUA, clima adequado e, notadamente, pelas fracas exportações norte-americanas.
O mercado se posiciona frente ao relatório mensal de oferta e demanda, que será divulgado amanhã, pelo USDA. Analistas estimam a produção de milho norte-americano, na temporada 2023/24, em 383,5MT, ante 348,7MT da estação passada. Já, os estoques finais de 2023/24, são estimados em 51,6MT, contra 34,4MT da atual estação.
Analistas esperam que os estoques finais globais, para 2023/24, sejam previstos em algo como 307,5MT; ao mesmo tempo, espera-se para este ano 294,2MT, queda de 1,2MT em relação a abril.
As exportações de milho dos EUA somaram apenas 0,26MT na última semana. Na temporada, o volume chega a 38,4MT, ante 58,5MT do mesmo período do ano passado. Além disso, os embarques também andam lentos – somam, até aqui, na temporada, 26,5MT, ante 41,5MT do mesmo ponto do ciclo passado.
A Conab divulgou, há pouco, o oitavo levantamento de safra. De acordo com o levantamento, a produção de milho em 125,5MT, ante 113,1MT do ano passado. Houve aumento de quase 1,0MT em relação à estimativa de abril. As exportações estão previstas em 48,0MT, ante 46,6MT da última estação.
Já, o consumo interno deverá demandar 79,3MT, aumento de cerca de 5,0MT no comparativo com o ciclo anterior. Em termos de produção, a primeira safra deverá render 27,1MT; a segunda, 96,1MT e a terceira (focada no Nordeste), 2,3MT.
Em relação ao trigo, a CONAB projeta a safra brasileira em 9,6MT nesta safra/23, contra 10,5MT colhidas em 2022. O consumo interno está previsto em 12,4MT, com importações de 5,6MT.
Mercado Interno
No mercado interno o ritmo se mantém lento e pressionado, com cotações nos patamares mínimos em quase três anos. Aumento do interesse vendedor, avanço da colheita de verão, bom aspecto das lavouras de safrinha e acomodação das cotações internacionais seguem prevalecendo e pressionado a formação do preço doméstico.
