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Mercado do milho segue "digerindo" relatório do USDA

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Mercado do milho segue

Os contratos negociados com soja nos futuros de Chicago (CBOT) abrem a semana em recuperação – mais 14 cents, a 14,04/julho – ainda digerindo os números do relatório mensal de oferta e demanda de maio, divulgados pelo USDA na última sexta-feira.

De maneira geral, os números foram baixistas, uma vez que o USDA prevê uma safra cheia nos EUA e estoques norte-americanos e mundiais em expressiva alta. De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR a primeira reação dos investidores foi de aumento nas vendas, por isso, na última sexta-feira houve perdas entre 15 e 23 cents nos primeiros vencimentos. Na última semana, as perdas chegaram a 3%.

A produção de soja dos EUA, cujo plantio está em andamento, é estimada em 122,74MT, ante uma expectativa de 122,0MT, com exportações de 53,75MT e estoques finais 9,11MT. Na última temporada, a produção ficou em 116,4MT, com exportações previstas em 54,8MT e estoques finais de 5,86MT.

Enquanto isto, a produção mundial é projetada em 410,59MT, com consumo de 386,5MT e estoques finais estimados em 122,5MT, bem acima da expectativa, que era de 105,8MT. No último ano, a produção global ficou em 370,4MT, com consumo de 364,9MT e estoques finais de 101,0MT.

VEJA TAMBÉM:

https://youtu.be/6_DBQlUYoug
Entrevista exclusiva com o analista de mercado Camilo Motter sobre o mercado de grãos

A produção brasileira da próxima estação é esperada em 163,0MT, com exportações de 96,5MT e esmagamento interno de 59,7MT. Nesta última temporada, o Brasil deve fechar com uma colheita de 155,0MT, exportações de 93,0MT e esmagamento de 57,0MT.

A China volta a ter a previsão de importações em 100,0MT na próxima estação; na atual deve fechar com 98,0MT.

O mercado recebeu estas projeções de forma negativa, sobretudo o forte incremento dos estoques finais mundiais e certo afrouxamento no quadro geral. A oferta estaria dando um salto muito além daquele dado pelo consumo, o que resultaria em estoques mais robustos e, por consequência, pressão sobre os preços.

Os preços domésticos voltam a ganhar força com certa recuperação na CBOT e nos prêmios. De qualquer maneira, os ganhos são limitados pela boa oferta e continuidade dos transtornos logísticos. O câmbio, abaixo de R$ 5,00, também não ajuda. Prêmios no spot são indicados na faixa entre -100/-80.

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Editor RuralNews
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