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Como a semana atípica e com confirmação de "vaca louca" vai impactar preços do mercado bovino

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Como a semana atípica e com confirmação de

Semana teve escalas reduzidas mais uma vez, com a China tentando “administrar” suas compras, com observação a valorização da carne bovina no cenário internacional e a Europa comprando volume maior do produto brasileiro. Além disso, tivemos o caso da confirmação de suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina “vaca louca” em um animal (provavelmente uma fêmea de oito anos) no Estado do Pará.

Nesta semana pós-Carnaval teremos uma redução considerável de dias de trabalho e negociação no mercado do boi gordo. O período anterior se encerrou com os valores em alta para arroba, um distanciamento cada vez maior para os preços praticados para o boi China em São Paulo, quando comparado a outras praças como Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

Também tivemos as escalas reduzidas mais uma vez, com a China tentando “administrar” suas compras, com observação a valorização da carne bovina no cenário internacional e a Europa comprando volume maior do produto brasileiro. Além disso, tivemos o caso da confirmação de suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina “vaca louca” em um animal (provavelmente uma fêmea de oito anos) no Estado do Pará.

CENÁRIO ATUAL

O fator que com certeza irá influenciar diretamente o mercado por mais alguma semanas é a confirmaçào do caso de "vaca louca". Os rumores começaram na última sexta-feira, com pecuaristas do Pará afirmando não terem conseguido concluir negociações por conta de algum problema identificado no Estado. No final de semana já se falava abertamente sobre a questão e o fator foi confirmado pelo Ministério da Agricultura na tarde de segunda-feira, 20. A Adepará confirmou o resultado positivo nesta quarta-feira, dia 22/02.

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O MAPA tomou todas as ações necessárias ao caso, e amostras foram enviadas para serem analisadas em laboratório fora do país para atestar que o caso é atípico, ou seja, não oferece riscos à cadeia produtiva. O fato de acontecer no período de Carnaval também foi um fator complicador para o caso.

DESDOBRAMENTOS

O protocolo sanitário assinado entre Brasil e China prevê que quando há registro da doença ou suspeição, o acordo de exportação é suspenso unilateralmente (pelo Brasil), em automático. Agora o governo brasileiro deve emitir um comunicado suspendendo a exportação. Quem suspende o bloqueio é a China, como foi em setembro de 2021.

No fim é mais um caso como “aqueles” de setembro de 2021, quando foram identificados animais com casos atípicos, porém há diferenças em torno daquele momento e o atual. Os contratos de compra são fechados meses antes da carne ser produzida e enviada ao exterior, no nono mês de 2021 a China já havia recebido grandes volumes de carne bovina e havia sido abastecida, ainda em setembro recebeu volumes de carne bovina do Brasil. Como a China estava abastecida para o feriado de ano novo lunar e queria repactuar preços, negociou, lentamente, a suspensão do bloqueio, com ajuda precisa da ex-ministra e agora senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, no processo.

Nesta semana, a realidade já é diferente, com a China voltando do feriado de ano novo lá, com estoques baixos, em forte aceleração econômica e com uma demanda alta por carne bovina. E os chineses estavam ressentindo os preços internacionais mais altos para a carne bovina. A previsão é que nesta semana, a China vai buscar pressionar os preços de carne bovina.

Em breve haverá uma visita do novo governo brasileira à China e a expectativa é de que os negociadores brasileiros usem este cenário a favor da nossa pecuária. Com certeza, os negociadores chineses vão tentar repactuar preços, mas eles precisam muito fazer as aquisições deste produto e este só tem no Brasil. Mas, mesmo assim, ainda estamos com a "faca e a carne na mão".

Colaborou nesta matéria: Fabiano Reis.

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Editor RuralNews
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