As exportações brasileiras de carne bovina bateram novo recorde em 2025, com a China novamente como principal destino. No entanto, esse desempenho também traz desafios para 2026, diante das medidas de proteção comercial adotadas pelo país asiático.
Segundo pesquisadores do Cepea, a produção nacional segue em nível recorde. Além disso, as tarifas e cotas impostas pela China exigem que o setor pecuário amplie alternativas de comercialização. Assim, o objetivo é diversificar o escoamento da carne, tanto no mercado externo quanto no interno, reduzindo a dependência de um único comprador.
Prazo para adesão ao PAA Leite em Goiás vai até 10 de abril
Preços dos lácteos avançam no mercado atacadista de Goiás
Governo amplia crédito para genética na pecuária sustentável
China concentra quase metade das exportações
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas de carne bovina para a China em 2025. Esse volume representa alta de 24,6% em relação a 2024. Além disso, o país asiático respondeu por 48% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no ano.
Para 2026, o cenário muda. Com a aplicação das salvaguardas, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas para envio à China. O volume que ultrapassar esse limite sofrerá taxação de 55%. Dessa forma, se o ritmo de 2025 se repetir, o país poderá atingir a cota entre agosto e setembro.
Nos últimos quatro meses de 2025, os embarques médios para a China chegaram a 175 mil toneladas por mês. Portanto, caso esse ritmo continue, pesquisadores do Cepea avaliam que o limite poderá ser alcançado ainda entre junho e julho de 2026.
Preços sobem e podem atingir patamar inédito
Em relação aos preços, a carne bovina brasileira exportada teve média de US$ 5,15 por quilo em 2025. Esse valor ficou 15,42% acima do registrado em 2024. Já a China pagou, em média, US$ 5,29 por quilo, alta de 17,24% na comparação anual.
Com isso, 2025 se consolidou como o segundo melhor ano da série histórica, atrás apenas de 2022. No entanto, se os embarques ultrapassarem a cota em 2026, a tarifa adicional poderá elevar o preço médio para cerca de US$ 8,20 por quilo, considerando os valores de 2025. Esse patamar seria inédito no mercado chinês e também superior ao praticado por países europeus.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
