Mercado interno do milho segue lento, com poucos negócios
Preços do milho operam em queda de 3 cents, neste momento da manhã, na CBOT, a U$ 6,78/dezembro. Ontem, o pregão encerrou com perdas entre 7 e 9 cents, postado no bom andamento da colheita norte-americana e na valorização do dólar. A BMF opera em R$ 85,60/ novembro (-0,3%) e R$ 90,75/Janeiro (-0,2%).
FRACO RITMO DAS EXPORTAÇÕES DOS EUA
Outro fator negativo é o fraco ritmo das exportações dos EUA, que estão na faixa de 50% no comparativo com o ano passado. Até agora as vendas externas, segundo o USDA, somam 13,8MT, ante 28,9MT do mesmo intervalo do ano passado.
DÚVIDAS SOBRE ESCOAMENTO UCRANIANO ESTÃO AJUDANDO
Por outro lado, as dúvidas em relação à continuidade do escoamento do produto ucraniano, bem como certa melhora da demanda, sobretudo doméstica, pelo milho dos EUA, ajudam a formar um quadro positivo que limita as perdas na CBOT. Desde o início do acordo mediado pela ONU, entre Rússia e Ucrânia, mais de 11,0MT de produtos agrícolas foram escoados pelo Mar Negro e Mar de Azov.
COLHEITA DO MILHO CHEGA A 61%, ACIMA DA MÉDIA HISTÓRICA
O USDA informou no fim da tarde de ontem que a colheita da safra de milho chega a 61%, ante 64% da mesma semana do ano passado e 52% de média histórica. O percentual ficou em linha com o esperado pelo mercado.
MERCADO INTERNO SEGUE LENTO
Mercado interno segue lento, com poucos negócios. A forte alta do câmbio acabou ajudando na formação do preço pela via da exportação, cujas indicações servem de piso e sustentação para as cotações domésticas.
INDICAÇÃO DE COMPRA
Indicações de compra na faixa entre R$ 83,00/84,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 90,00/92,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO
Depois da forte alta de ontem, de quase 3%, o dólar opera estável neste momento, a R$ 5,30. Ontem fechou em R$ 5,301.
