Soja volta a operar no campo negativo na Bolsa de Chicago
O mercado chegou a trabalhar em alta, mas o aumento da oferta brasileira e o redirecionamento dos compradores dos EUA para o Brasil acabou pesando no preço
Os contratos negociados com soja voltam a operar no campo negativo nos futuros de Chicago – menos 10 cents, a U$ 15,08/março, na manhã de terça-feira (28). Ontem, o mercado chegou a trabalhar em alta, mas o aumento da oferta brasileira e o redirecionamento dos compradores dos EUA para o Brasil acabou pesando na formação do preço. Os principais vencimentos registraram queda entre 7 e 10 cents.
Segundo o analista de mercado Camilo Motter da Corretora Granoeste de Cascavel/PR, outro fator negativo foi o baixo volume embarcado nos EUA. O USDA informou ter inspecionado o embarque de apenas 0,69MT na última semana. Na temporada, o volume chega a 42,1MT, ante 40,7MT do mesmo intervalo do ano anterior.
Em razão da crescente produção de biodiesel com base em óleos vegetais, o preço do petróleo tem influência direta na formação do preço da soja. Ultimamente, o preço do barril de petróleo tem se acomodado ao redor dos U$ 80,00, depois de ter trabalhado entre U$ 90,00 e U$ 120,00 por boa parte do ano passado.
Motter destaca que no mercado brasileiro, os preços vêm sofrendo pressões adicionais. Isto deixa o fluxo ainda mais lento, apesar da necessidade de vendas por questões logísticas e financeiras. O mercado sente o avanço da colheita e a perspectiva de safra cheia no Brasil diante de uma demanda bastante acomodada. Por outro lado, o excesso de chuvas em grande parte das regiões de cultivo segue como entrave e causa preocupações.
