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Soja inicia março buscando recuperação nos futuros em Chicago

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Soja inicia março buscando recuperação nos futuros em Chicago

Os preços da soja buscam alguma recuperação nos futuros de Chicago no inicio de março.

Depois das acentuadas perdas no final de fevereiro, de mais de 30 cents, e depois de cinco sessões de perdas, os preços da soja buscam alguma recuperação nos futuros de Chicago no inicio de março, e na manhã de quarta-feira, 01/03, operam em alta de 10 pontos, a U$ 14,89/maio. O mercado havia se firmado majoritariamente acima dos U$ 15,00 desde o início de dezembro.

Segundo o analista de mercado, Camilo Motter da Corretora Granoeste de Cascavel/PR, do lado técnico, fundos e investidores aproveitam o que consideram um preço de barganha e passam a atuar de forma mais agressiva na ponta compradora, depois da forte liquidação ocorrida na sessão anterior para fechamento de mês. Dólar mais fraco e alta em outros mercados também ajudam.

Já do lado fundamental, o mercado segue postado no aumento da oferta brasileira e na rápida desaceleração dos embarques nos EUA. Por outro lado, a quebra da produção argentina segue como limitador de qualquer movimento baixista. As últimas projeções de consultoria privadas indicam que a produção do país vizinho ficará baixo de 35,0MT. No último relatório, o USDA previa 41,0MT. É provável que haja um novo e expressivo corte no relatório de oferta e demanda de março, que será apresentado na próxima semana.

Motter destaca que na Argentina, os produtores iniciaram um movimento pedindo a redução (e o fim) dos tributos de exportação dos produtos agrícolas e pedem também mais transparência de parte do governo, que não cumpre uma série de promessas de apoio ao setor. O país vive novamente uma seca devastadora e todos os prejuízos recaem sobre o setor, altamente penalizado por tributos excessivos e câmbio controlado.

Levantamento da Conab indica que a colheita da safra brasileira chega a 34%, ante 42,1% do mesmo ponto do ano passado. No Paraná, o Deral aponta que os trabalhos estão em 17%.

O analista informa que no mercado brasileiro, os preços se apresentam pressionados, no pior nível da temporada e, mesmo com ganhos na CBOT, tudo aponta para indicações de compra nada atrativas. Isto deixa lento o fluxo de negócios, apesar da necessidade de vendas por questões logísticas e financeiras. O mercado sente o avanço da colheita e a perspectiva de safra cheia no Brasil diante de uma demanda internacional acomodada. Por outro lado, o excesso de chuvas em grande parte das regiões de cultivo segue como entrave e causa preocupações.

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Editor RuralNews
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