Milho inicia semana na CBOT operando no positivo influenciado pela boa alta do trigo
Entre quinta e sexta-feira da semana passada, a CBOT/julho perdeu aproximadamente 6%, mas, ao longo da semana, as perdas foram minimizadas
Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago (CBOT) chegaram ao intervalo nessa manhã de segunda-feira, 26/06, em alta de 2 cents no primeiro vencimento e ligeiramente negativo nos meses mais à frente. Na sexta-feira, fechou em queda de 29 pontos. Na BMF, julho opera em R$ 56,10 (-0,2%) e setembro em R$ 59,80 (-0,2%).
Entre quinta e sexta-feira da semana passada, a CBOT/julho perdeu aproximadamente 6%, mas, ao longo da semana, as perdas foram minimizadas. De acordo com o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR isso ocorreu por causa dos bons ganhos dos primeiros pregões. A baixa semanal ficou em apenas 1%.
Hoje, o mercado opera no campo positivo, puxado pela boa alta do trigo que, por sua vez, é suportado pelas preocupações geopolíticas no Leste Europeu. Além disso, embora tenha havido chuvas em boa parte das regiões mais secas dos EUA, os volumes foram pouco expressivos.
Levantamento da agência Safras e Mercado aponta que a colheita de milho safrinha, em nível de Brasil, chega a 7,5%, contra 14,5% de mesmo ponto do no ano passado. A média histórica é de 4,5%. No Mato Grosso, os trabalhos atingem 14,9%; Goiás, 3,3%; Mato Grosso do Sul, 0,9%; Paraná e São Paulo, 0,2%.
Internamente, apesar de certo atraso na colheita, começa a aparecer no mercado produto novo para comercialização disponível. Com isto, a tendência é que os preços domésticos convirjam para a paridade internacional (CBOT, câmbio e prêmios). Por esta razão, as oscilações em Chicago e no câmbio terão influência direta na formação do preço. O monitoramento do comportamento do clima nos campos do Meio Oeste será fundamental daqui para frente.
