Em semana negativa, com perdas de quase 2%, soja volta a operar em baixa na Bolsa de Chicago
Os preços da soja voltam a operar em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), na manhã de quarta-feira, 15/03, com queda de 6 cents, a U$ 14,88/maio. A semana se mostra, até aqui, extremamente negativa, com perdas de quase 2%.
De acordo com o analista de mercado, Camilo Motter da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR os investidores adotam uma postura de total aversão ao risco, depois que dois bancos norte-americanos entraram em insolvência. Os ativos financeiros passaram a cair em todos os principais mercados, atingindo também as commodities. Em termos fundamentais, vai chegando ao mercado uma safra recorde no Brasil, num momento de certa lentidão da demanda. Em contrapartida, a acentuada quebra na produção da Argentina limita as perdas na CBOT e mantêm os preços em pelo menos U$ 2,00 por bushel acima do seria se houvesse uma safra cheia na América do Sul.
No Paraná, de acordo com levantamento do DERAL, a colheita chega a 48% - avanço de 18 pontos na semana, que teve melhor abertura de sol. A produção está estimada em 20,7MT, ante 12,3MT da castigada colheita do ciclo passado.
Enquanto isto, em nível de Brasil, a CONAB estima a colheita em 54%, ante 63% do mesmo ponto do ano anterior.
Já no mercado interno, Motter destaca que os preços seguem achatados. Em parte, a valorização do dólar limita as perdas. O mercado sente o aumento da oferta e a necessidade de vendas por parte dos produtores, o que acaba pressionado os prêmios nos portos brasileiros – cotados, no spot, na faixa de -25 / -15. Também pesa certa acomodação da demanda internacional. Ao mesmo tempo, o custo de transporte se mantém em níveis historicamente altos.
