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Milho busca recuperação após fortes perdas em Chicago

Mercado acompanha o desenvolvimento da safra norte-americana, aguarda novo relatório do USDA e observa a chegada da safrinha ao mercado brasileiro

Milho busca recuperação após fortes perdas em Chicago
Avanço do plantio e boas condições das lavouras nos Estados Unidos continuam influenciando o mercado global do milho.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo análise da Granoeste Corretora, o mercado do milho apresenta sinais de reação após as perdas de 6,5% registradas na semana passada. Nesta terça-feira (10), os contratos futuros negociados em Chicago operam em leve alta, com o vencimento julho cotado a US$ 4,21 por bushel.

Na sessão anterior, os ganhos foram modestos, mas o mercado tenta consolidar um movimento de recuperação após a forte pressão observada nos últimos dias.

Safra norte-americana continua no centro das atenções

Apesar da melhora nas cotações, o cenário internacional segue marcado pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos e pela acomodação da demanda pelo milho norte-americano, fatores que ainda limitam avanços mais expressivos nos preços.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da safra está praticamente concluído, alcançando 97% da área prevista. No mesmo período do ano passado, o índice era de 96%, percentual também igual à média histórica.

Em relação às condições das lavouras, 67% das áreas são classificadas como boas ou excelentes, enquanto 27% estão em condição regular e 6% são avaliadas como ruins ou muito ruins. Os números permanecem estáveis em relação à semana anterior. No mesmo período de 2025, os percentuais eram de 71%, 24% e 5%, respectivamente.

Os investidores também acompanham a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta semana. Segundo a Granoeste Corretora, o mercado não espera mudanças significativas em relação às projeções apresentadas em maio. A atenção também está voltada para o relatório de área plantada, que será divulgado no fim de junho e deverá atualizar a extensão efetivamente semeada nos Estados Unidos.

Exportações brasileiras devem ganhar ritmo

No Brasil, as exportações de milho acumulam 3,25 milhões de toneladas desde o início da temporada comercial, em fevereiro. No mesmo período do ano passado, os embarques somavam 2,45 milhões de toneladas.

A expectativa é de que os volumes exportados aumentem a partir deste mês e ganhem intensidade entre julho e agosto, acompanhando a entrada mais robusta da safrinha no mercado.

Preços internos buscam equilíbrio

No mercado doméstico, os preços seguem ajustando-se à nova dinâmica de oferta. Segundo a Granoeste Corretora, as cotações tendem a buscar paridade de mercado, embora os movimentos possam variar conforme a região.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, as referências para o milho safrinha ficam entre R$ 62,00 e R$ 65,00 por saca, dependendo dos prazos de pagamento, localização dos lotes e condições de comercialização.

Câmbio acompanha o mercado

O câmbio também segue no radar dos agentes do setor. Na manhã desta terça-feira, o dólar operava em torno de R$ 5,16, após encerrar a sessão anterior cotado a R$ 5,18.

A movimentação da moeda continua sendo um dos fatores que influenciam a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços internos do milho.

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