Os preços futuros da soja negociados nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. O movimento ganhou força após a China, principal importadora global da oleaginosa, sinalizar a compra anual de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, incluindo 25 milhões de toneladas de soja.
Além do avanço nas negociações comerciais, o dólar abaixo de R$ 5,00 também contribui para melhorar a competitividade da soja norte-americana no mercado internacional. Mesmo assim, a soja brasileira continua com forte espaço nas compras chinesas, principalmente por conta dos prêmios de exportação mais baixos praticados no Brasil.
Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda externa pela oleaginosa brasileira segue aquecida, sustentando os preços domésticos da soja em grão nas últimas semanas. O cenário favorece produtores e exportadores, especialmente em um momento de forte movimentação logística nos portos brasileiros.
Exportações seguem aquecidas
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária de exportações de soja do Brasil nos primeiros 10 dias úteis deste mês está 18,5% acima da registrada no mês anterior. O desempenho reforça o ritmo intenso dos embarques nacionais após o recorde histórico já alcançado em abril.
Na prática, o avanço das exportações mantém a disputa pela soja brasileira ativa no mercado, dando sustentação às cotações mesmo em um ambiente de maior concorrência internacional.
Para produtores do Paraná e de outras regiões exportadoras, o cenário continua favorável à comercialização, principalmente diante da demanda consistente da China e da forte movimentação do mercado externo.
Mercado monitora disputa global
Apesar da recuperação dos futuros em Chicago, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China. Qualquer avanço nas compras chinesas de soja norte-americana pode alterar o fluxo global da commodity ao longo dos próximos meses.
Ainda assim, o Brasil permanece competitivo no mercado internacional, sustentado pela grande oferta, capacidade de exportação e demanda aquecida pela oleaginosa nacional.