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Soja cai em Chicago e mercado segue atento aos EUA

Boas condições das lavouras norte-americanas e demanda chinesa enfraquecida mantêm o mercado internacional pressionado

Soja cai em Chicago e mercado segue atento aos EUA
Mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos e os reflexos sobre os preços globais da soja.
Foto do autor Camilo Motter
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A soja iniciou a semana sob pressão nos mercados internacionais. Segundo análise da Granoeste Corretora, os contratos negociados na Bolsa de Chicago acumularam queda de 5,5% na última semana e seguem operando em baixa, refletindo principalmente as condições favoráveis para o desenvolvimento da safra norte-americana.

O mercado acompanha de perto o avanço das lavouras nos Estados Unidos, que receberam chuvas generalizadas nos últimos dias. As previsões climáticas continuam indicando boa disponibilidade de umidade e temperaturas elevadas, favorecendo o desenvolvimento das plantas. Enquanto o plantio se aproxima da conclusão, as primeiras áreas cultivadas já ingressam na fase de floração.

Outro fator que pesa sobre as cotações é a ausência de sinais concretos de recuperação da demanda chinesa, um dos principais motores do consumo global da oleaginosa. Ao mesmo tempo, investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito entre Irã e Israel, que impulsiona os preços do petróleo e adiciona volatilidade aos mercados de commodities.

Além disso, o mercado aguarda a divulgação do relatório de oferta e demanda de junho, que será apresentado nesta semana. A expectativa predominante entre os investidores é de confirmação de uma safra cheia nos Estados Unidos.

Mercado brasileiro busca equilíbrio

No Brasil, a colheita da soja já foi concluída, enquanto na Argentina os trabalhos avançam para a reta final, alcançando cerca de 90% da área cultivada. A produção argentina é estimada em 50 milhões de toneladas.

De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado doméstico segue com ritmo lento de negociações. Apesar das perdas registradas em Chicago, a valorização do dólar, que avançou quase 3% na semana passada, contribuiu para reduzir os impactos negativos sobre os preços internos da soja.

Os prêmios de exportação também apresentam tendência de fortalecimento, funcionando como um mecanismo de compensação diante da desvalorização dos contratos internacionais. No mercado disponível, os prêmios são indicados entre 60 e 75 pontos, enquanto para julho variam de 70 a 85 pontos e para agosto entre 90 e 110 pontos.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra da soja giram entre R$ 120,00 e R$ 122,00 por saca. Já no porto de Paranaguá, os valores variam entre R$ 131,00 e R$ 133,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, localização e período de embarque negociado.

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