O mercado de uvas sem sementes no Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, começou junho com sinais de recuperação na demanda após um mês de maio marcado por dificuldades de comercialização e desafios relacionados à qualidade das frutas. Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o ritmo das vendas melhorou na última semana, trazendo perspectivas mais favoráveis para o setor.
A retomada da procura foi impulsionada pelo início do mês e pela proximidade do período de pagamento dos salários, fator que costuma elevar os pedidos do varejo para recomposição dos estoques e abastecimento das gôndolas.
Estoques maiores pressionam ajustes pontuais
De acordo com o Cepea, a maior disponibilidade de frutas armazenadas em câmaras frias levou produtores e comerciantes a realizarem pequenos ajustes negativos nos preços praticados no período. A estratégia teve como objetivo facilitar a comercialização e acelerar o escoamento da produção disponível.
Mesmo com esses ajustes, o avanço das vendas foi considerado positivo para o mercado, especialmente após as dificuldades observadas ao longo de maio.
Oferta limitada pode sustentar cotações
Apesar da melhora na movimentação comercial, pesquisadores do Cepea destacam que a recuperação da oferta nas lavouras ainda ocorre de forma gradual. Esse cenário deve restringir o volume disponível ao mercado nas próximas semanas.
Com menor disponibilidade de frutas, a expectativa é que os preços permaneçam em níveis favoráveis aos produtores durante a primeira quinzena de junho, equilibrando a relação entre oferta e demanda no principal polo produtor de uvas sem sementes do país.