O mercado internacional do milho iniciou a semana pressionado. De acordo com análise da Granoeste Corretora, os contratos negociados na Bolsa de Chicago acumulam perdas expressivas, refletindo principalmente as condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras dos Estados Unidos e a expectativa de uma safra robusta no país.
Na última semana, os contratos do cereal registraram queda acumulada de 6,5% em Chicago. O mercado segue acompanhando previsões de chuvas para o Meio-Oeste norte-americano nas próximas duas semanas, cenário considerado positivo para o desenvolvimento das lavouras.
Além das condições climáticas, investidores observam uma redução na procura pelo milho dos Estados Unidos, fator que também contribui para a pressão sobre os preços internacionais.
A oferta global segue aumentando
Na Argentina, a colheita do milho continua avançando. Dados do Ministério da Economia do país indicam que os trabalhos já alcançam 53% da área cultivada, acima dos 49% registrados na semana anterior e dos 48% observados no mesmo período do ano passado.
O avanço da colheita sul-americana reforça a disponibilidade global do cereal e contribui para o movimento de baixa observado nos mercados futuros.
Colheita da safrinha avança no Brasil
No Brasil, a colheita da segunda safra também começa a ganhar ritmo. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos em Mato Grosso atingiram 5,8% da área cultivada, ante 1,9% na semana anterior e 2,6% no mesmo período de 2025.
Já para o Centro-Sul do país, levantamento da Safras Mercado aponta que a colheita da safrinha alcança 0,5% da área plantada.
No mercado físico, as negociações seguem influenciadas pelo aumento gradual da oferta. No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha estão na faixa de R$ 62,00 a R$ 65,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, localização do lote e período de entrega.
Outro fator acompanhado pelos agentes é o câmbio. Após forte alta na sessão anterior, o dólar voltou a operar em baixa no início desta semana, movimento que também influencia a competitividade e a formação dos preços do milho no mercado brasileiro.