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Soja recua em Chicago, mas mercado brasileiro resiste

Mercado acompanha o avanço do plantio norte-americano, o comportamento da demanda chinesa e os embarques brasileiros enquanto aguarda novo relatório do USDA

Soja recua em Chicago, mas mercado brasileiro resiste
Condições favoráveis das lavouras nos Estados Unidos seguem pressionando as cotações da soja no mercado internacional.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo análise divulgada pela Granoeste Corretora, o mercado da soja segue pressionado na Bolsa de Chicago. Após acumular perdas de 5,5% na última semana, os contratos voltaram a registrar recuos na segunda-feira e continuam operando em baixa nesta terça-feira (10), com o vencimento julho cotado a US$ 11,14 por bushel.

Safra norte-americana mantém pressão sobre os preços

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De acordo com a Granoeste Corretora, as boas condições das lavouras nos Estados Unidos, aliadas às previsões climáticas favoráveis para as próximas semanas e às dúvidas sobre o ritmo da demanda chinesa pela soja norte-americana, seguem limitando a recuperação das cotações.

O plantio da oleaginosa está próximo da conclusão nos Estados Unidos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 92% da área prevista já foi semeada, acima dos 89% registrados no mesmo período do ano passado e também da média histórica de 88%.

Em relação às condições das lavouras, 65% são classificadas como boas ou excelentes, enquanto 29% estão em condição regular e 6% são consideradas ruins ou muito ruins. Na comparação semanal, houve redução de um ponto percentual na faixa de melhor classificação. No mesmo período de 2025, os percentuais eram de 68%, 27% e 5%, respectivamente.

China reduz compras e mercado aguarda relatório do USDA

As importações chinesas de soja totalizaram 11,8 milhões de toneladas em maio. Embora o volume tenha superado as expectativas do mercado, ficou cerca de 15% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados do sistema alfandegário chinês divulgados por agências internacionais.

No acumulado de 2026, as compras chinesas somam 37 milhões de toneladas, praticamente em linha com o volume registrado no mesmo período de 2025.

Outro fator acompanhado pelos investidores é a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta quinta-feira. A expectativa predominante é de uma safra cheia nos Estados Unidos, com números próximos aos apresentados no relatório de maio.

Exportações brasileiras seguem fortes

No Brasil, os embarques de soja continuam em ritmo elevado. Conforme levantamento da agência Safras com base nos line-ups portuários, as exportações devem alcançar 13 milhões de toneladas em junho. Apesar do volume expressivo, o resultado fica abaixo das 13,9 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado.

Já os dados da (Secex) mostram que maio terminou com exportações de 14,8 milhões de toneladas, acima das 14,1 milhões registradas em maio de 2025.

Desde o início da temporada comercial, em fevereiro, os embarques brasileiros acumulam 53,2 milhões de toneladas, superando as 50,5 milhões de toneladas exportadas no mesmo intervalo do ano passado.

Mercado interno permanece travado

Mesmo com as quedas observadas em Chicago, o mercado brasileiro continua relativamente estável. Segundo a Granoeste Corretora, a valorização do dólar e o fortalecimento dos prêmios portuários têm compensado parte das perdas externas.

Os prêmios são indicados entre 65 e 85 centavos no mercado spot. Para julho, variam de 75 a 85 centavos, enquanto para agosto estão na faixa entre 95 e 110 centavos.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 121,00 e R$ 123,00 por saca. Em Paranaguá, as referências variam de R$ 132,00 a R$ 135,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, local de entrega e período de embarque.

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