A comercialização da mandioca segue pressionada no mercado brasileiro. De acordo com levantamento do Cepea, a necessidade de capitalização dos produtores continua estimulando a venda da produção, ampliando a oferta em todas as regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas. Como resultado, os preços da raiz registraram a oitava queda consecutiva na última semana.
Necessidade de caixa aumenta volume ofertado
Segundo os pesquisadores do Cepea, muitos produtores têm intensificado a comercialização da mandioca para gerar recursos financeiros, elevando a disponibilidade do produto no mercado. Esse movimento ocorre em um momento de demanda limitada, fator que amplia a pressão sobre as cotações.
Além disso, a expectativa de novas baixas nos preços tem contribuído para acelerar as vendas, aumentando ainda mais a oferta da raiz.
Mercado de fécula enfrenta baixa liquidez
No segmento de fécula, o cenário também permanece desafiador. A combinação entre preços mais baixos da matéria-prima, demanda enfraquecida e maior rendimento industrial tem reduzido o ritmo das negociações.
Conforme o Cepea, a maior parte dos negócios está concentrada no cumprimento de contratos previamente firmados. As operações realizadas fora desses acordos continuam limitadas, refletindo a cautela dos compradores e a baixa liquidez do mercado.
Farinha segue pressionada
O mercado de farinha de mandioca também apresenta desempenho moderado. As cotações mais baixas da raiz e o ritmo lento das vendas mantêm pressão sobre o derivado.
Segundo o Cepea, as negociações têm ocorrido principalmente com compradores tradicionais, enquanto a demanda segue enfraquecida. Esse cenário reduz a movimentação comercial e mantém o mercado operando com liquidez limitada.
Perspectiva ainda é de cautela
Com a oferta elevada, demanda contida e expectativa de continuidade da pressão sobre os preços, o setor segue atento ao comportamento do mercado nas próximas semanas. Enquanto não houver uma recuperação mais consistente do consumo ou redução da disponibilidade da matéria-prima, a tendência é de manutenção do ambiente de cautela para produtores e indústrias.